sábado, 19 de dezembro de 2009

They're not gonna happen.

não dê muita moral pras pessoas, não dê motivos pra que elas falem de você, pra que elas sintam sua falta, ou até pra que você signifique alguma coisa pra elas. Pessoas mentem, matam de diversas formas, emocionalmente e fisicamente, pessoas usam de expressões imundas para mostrar o que sentem, outros preferem não mostrar.
As vezes penso que estou no meio de porcos, depois acordo e vejo que eu sou um deles. Preso num chiqueiro só esperando a hora de que vão tirar o meu pernil, pra algum monstro ter pedaços de cadáveres dentro dele. Exagero? Boa parte do que eu escrevo é exagero, se gostam ou não, não estou aqui para agradar ninguém, e prefiro que seja assim, sem mudar ou tentar aniquilar minha loucura, companheira de todos os dias, minha amiga inseparável, que muitas vezes em meio dela, me vejo lúcida, exatamente agora.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

ponto

talvez eu não precise mais de auto afirmação sobre qualquer coisa, você pode até me dizer que eu sou uma idiota qualquer, ou eu posso estar te dizendo isso agora, normal, não faz mal mesmo, nunca fez. Sabe o que faz mal? É que enquanto você está aqui lendo as bobagens que eu escrevo, sobre os meus ideiais ou sobre a falta deles, você poderia estar lendo algo construtivo ou vendo alguma novela do manoel carlos sobre como o leblon é lindo e como ele tenta, numa atitude frustrada de novelas iguais, fazer um telespectador que só quer saber do romance da 'coisa', o que se passa no mundo chamado 'rio de janeiro', porque enfim, o brasil é dividido entre sudeste e rio de janeiro, é o rio é uma região do brasil, o resto é lixo, continua na mesma merda mesmo. Nessa época de chuvas, vou trocar minha bicicleta pro uma jangada, que a situação vai ficar bem feia. Queria saber se a Maria Gadú ia continuar achando lindo o sol beijando o mar, sem o sol. E o que a lispector e o caio f. iriam dizer sobre essa m**** que a gente chama de vida. Escravos do próprio medo, filhos de uma esperança que não existe, afugentados pela solidão que vive no fundo da nossa alma, não há liberdade, nunca houve, nunca haverá.
hoje choveu, gosto de me sentar e ouvir os pingos da chuva.
O cheiro da chuva, me lembra esperança.
Me lembra o que eu fui, ou o que eu não fui.
Me dá vontade de me enrolar num edredon pra ficar sonhando aquelas fantasias ridículas que o mundo é um sorvete de todos os sabores que não pode derreter.
Queria que fosse assim, ninguém derretesse de maneira alguma,
que fosse sempre chuva, com o cheiro de terra molhada, e as poças pra se pular no meio da rua.
As poças, os guarda - chuvas de diversas cores, fazem um dia cinzento e chuvoso ser colorido, diferente de um dia quente que você só pensa no: quente.
ah, a chuva, é tão bonito ver como a água molha a janela e ficar observando a trajetória dos pingos, depois eles vão secar, claro, mas enquanto não secam, enquanto eles não tem um fim triste e evaporam, nós podemos...aproveitar.

domingo, 29 de novembro de 2009

nada

talvez seja falta de vida, ou só ausência, me pergunto se elas tem o mesmo significado.
dói muito nesses domingos solitários, são tantas besteiras que nem ouso contar, queria uma ocupação, ou uma razão que me motivasse ou me fizesse ser outra pessoa, uma pessoa invisível (mais ainda)

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

bu!

sou um completo incompleto.

detesto títulos

se eu digo "que droga de vida!" , acho que eu quero dizer que a vida é uma droga.

e que fique a qui meu protesto frustrado, ou tanto faz, cansei mesmo.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

sem sentido

eu poderia te dizer que enquanto estamos sentados aqui, passarinhos cantam, não existem pessoas com fome, filhos retornam pra casa, pessoas não morrem por besteiras, é, eu poderia.
Mas eu estaria mentindo se eu não te dissesse que guerras trazem mortes, que amar na verdade não é tão lindo assim, que rosas tem espinhos, que pessoas não podem ter asas, que estrelas cadentes não realizam desejos, e que o universo conspira pra algo que você quer é mentira...só que eu gosto de te ver com um sorriso no rosto e olhos brilhando, prefiro que você descubra as dores sozinha e saiba que terá meu ombro para chorar.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

olhos.

ele me perguntou: - já que não tenho olhos, você poderia ver o mundo pra mim?
eu o respondi, meio insegura: - mas o que você quer ver, as coisas boas ou as coisas ruins?
- eu quero ver tudo, quero ver e sentir!
- não sente falta de poder ver novamente?
- não não, ver todos podem ver, mas saber enxergar...acho que isso é para poucos, quando eu podia ver, eu não prestava atenção nas cores, ou em como a grama estava bonita, nas penas dos pássaros, até mesmo como seu cabelo estava sempre bonito, e aposto que hoje também está, eu não enxergava, eu só via, e ver é diferente de enxergar, então, eu não posso sentir falta de algo que eu nunca tive.
- você nunca me teve também.
- mas eu sempre senti você por perto, ou ouvi seus passos quando você estava à caminho.
- você nunca prestou atenção em mim.
- não, prestar atenção eu prestei, eu vi você também...na verdade eu acho que eu nunca enxerguei você. E agora que você me vê indefeso assim, você pode fazer de mim o que quiser. O que você pretende fazer?
- enxergar o mundo por você.

velhice.

eu me pergunto se as cores tem algum sabor, meu bem.
me pergunto se os dias chuvosos são sempre tristes assim, ou se sou eu com o vazio que me consome.
não é questão de saber viver, creio eu, talvez seja só o vazio do fim.
Ou o abismo interior aumentando.


abaixa o volume que eu estou ficando velho e quero desfrutar da minha solidão.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

pra bem longe daqui.

eu não acho justo alguém dizer que se sente incompleto, como eu li em algum lugar, nós já nascemos inteiros, só que sempre falamos que quando alguém foi embora deixou milhões de buracos, muitas vezes a pessoa nem precisa ir embora pra deixar buracos, feridas, tristezas que demoram a passar e a cicatrizar. A questão não é não machucar, não hà como, as pessoas de machucam com coisas mínimas, até mesmo com um papel, basta uma simples coisa pra fazer o seu prédio estabilizado desmoronar como bloquinhos e você se acabar. Não sei mesmo o que estou falando hoje, mas não queria meu prédio desmoronado, não assim.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

20:20

Alguém me disse que não se pode gostar de alguém sem nunca ter visto, talvez eu que tenha dito, sempre me pego em contradições banais mesmo, sempre acabo fazendo o que eu não queria fazer. Prometi hà algum tempo, que ia me desprender dessas coisas mas "19:19" não vai me deixar mais, talvez eu queira só você pra me abrigar, pra algum dia eu te encontrar e te dizer "vem" e te puxar pra pertinho de mim, assim mansinho, apesar de você ter me dito que isso nunca ia acontecer, eu também me disse a mesma coisa, talvez eu queira sentir só um pouco mais de dor, porque como eu te disse, combina perfeitamente com amor e uma risada exagerada e boba depois, só pra disfarçar o que a gente sente, com lindos arco-íris, letras cor - de - rosa e azuis. Não foi sonho não. Talvez você tenha aberto uma ferida enorme em mim, mas enquanto você estiver aqui pra fazê-la sangrar, pra me tirar do sério, e pra me fazer feliz com a dor, eu quero você aqui, assim mansinho, comigo, algum dia.

Que agora acompanha teu dia
e pra minha poesia e o ponto final
É o ponto em que recomeço,
recanto e despeço da magia que balança o mundo

sábado, 11 de julho de 2009

santachuva

O ritmo dos pingos
Ao cair no chão
Só me deixa relembrar
Tomara que eu não fique
A esperar em vão
Por ela que me faz chorar
Oh, chuva traga o meu amor

Sabe, eu gosto da chuva...gosto de dias chuvosos e noites chuvosas.
As vezes eu me pergunto se sonhos são que nem a chuva, por exemplo, pode chover por quatro dias, mas um dia vai passar. sempre passa, mesmo por pouco tempo. Será que cada nova chuva representa um novo sonho? tem gente que diz que a chuva pode nos trazer pessoas, mas é um erro, eu acho. A chuva não é mágica, é só...a chuva. Bonita em várias formas, muitas vezes triste e sombria, mas não é mágica. A chuva molha, mas um belo dia de sol pode secar o que ela fez.

domingo, 17 de maio de 2009

..

eu acho que falar sobre a vida é uma coisa meio estranha, eu até me pergunto o porque das coisas irem e voltarem sempre. Eu não sei muita coisa sobre a vida, eu tenho a metade da vida que uma pessoa de 30 anos, e minha mãe as vezes diz: "você pode ter vivido mais que uma pessoa de 30 anos."
Mas eu acho isso muito relativo, depende do conceito que você tem sobre vida, tem uma música que diz "toda forma de poder é uma forma de viver por nada", algo assim...eu não acho correto, na verdade, eu não sei o que eu acho.
Tudo que eu sei é que as coisas vem e vão, o mundo dá voltas e a gente acha que continua andando em linha reta, mas na verdade a gente não sabe nem pra onde tá indo, se deu uma curva, ou se acabou andando pra trás.
Acho que eu sou muito ou meio indecisa, e acho que quando eu boto algo na cabeça eu demoro pra tirar, e eu não sei porque eu insisto em falar de mim por aqui se a minha vida não tem nada de interessante. Deve ser os conflitos da adolescência.
Acho que a gente tem que saber pra onde ir, e onde quer chegar. Se nós não tivermos um rumo, ou pelo menos, uma luz, ou qualquer coisa que nos dê idéia, como nós saberemos pra onde ir? como nós saberemos quem somos nós? Vamos esperar alguém simplesmente nos dizer? Deve ser por isso que eu fantasio as coisas, e sonho muito, as vezes eu esqueço de realizar meus sonhos, ou apenas paro e começo a refletir se isso é realmente importante pra mim a ponto de eu ter que realizar, mas é, se não fosse importante, a gente não sonhava, a gente comprava os sonhos, como se a gente estivesse entrando numa loja de roupas, visse um sonho cor-de-rosa e perguntasse: "quanto custa esse sonho?"
Acho que são valores. Acho que tem a possibilidade de eu realmente estar ficando louca. Ou não. Pode ser que seja só o meu ponto de vista. Ou pode ser que eu seja realmente louca, e ache que isso é o meu ponto de vista mais maluco ainda, e comece a falar comigo mesma o que eu falei hoje de manhã: "eu quero estar onde você está."

domingo, 15 de março de 2009

uma coisa eu sei, deixar dói. com o tempo eu aprendi a construir muitas amizades, e fazer o possível pra mantê-las, passei a ser mais exigente comigo mesma, e a falhar mais, passei a acreditar em fadas, coisas que eu não fazia quando criança, passei a sentir saudades de alguém que foi embora, e que nem que eu faça macumba, não volta mais. Fica aquele vazio sabe? o bom é quando tá todo mundo junto e eu posso ser feliz, não nego que sempre passa na minha cabeça a hora de ir embora, a hora que eu vou sair dessa vida, que eu vou deixar a casa dos meus pais, que cada um dos meus amigos vai seguir seu rumo, e que todos vão se afastar...todos vão se realizar profissionalmente, todos vão seguir carreira, alguns vão querer ter uma família, outros não, alguns vão casar, outros vão ficar sempre nas festas pegando todos. Nunca passa pela minha cabeça o que vai ser de mim, o que eu vou estar fazendo, ou onde eu estarei, eu sei o que eu quero profissionalmente, mas eu não sei se vai dar certo, eu sei que eu vou ter filhos, e que eu vou pegar essas fotos que estão no meu mural, e vou mostrá-las pros meus filhos, vou dizer que eu tive uma adolescência engraçada, divertida, com pessoas que fizeram meus dias, e vou pedir pra eles tentarem continuar com os amigos, e que mesmo que se afastem, eu acho que os amigos que são amigos mesmo, nunca esquecem uns dos outros, pelo menos, eu acho.

segunda-feira, 9 de março de 2009

.

eu acho a humanidade meio estúpida, eu gosto da solidão, mas também gosto de estar com as pessoas, não vou mais procurar ser simpática, não sou mais criança, tenho que aprender a resolver os meus próprios problemas, e a encará-los também. Eu vou repetir quantas vezes forem precisas, eu cansei de ser idiota.

segunda-feira, 2 de março de 2009

sometimes I guess..

eu to longe de ser santa, eu to longe de não ter culpa sobre um monte de coisas, mas eu assumo, eu sempre assumo, pode pisar em mim, eu nunca deixei de admitir minha culpa, NUNCA.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

errado

me pergunto o que tem de errado comigo, se é o fato de não conseguir gostar de quem gosta de mim, ou se a pessoa que eu gosto, ou venha a gostar algum dia, tem medo de mim. Eu dizia que nós não devíamos nos entregar por inteiro, e eu fui a primeira a fazer isso, fazer juras de amor, prometer o pra sempre que não existe, é..é, eu vacilei total. Deve ser por isso que as pessoas tem medo de mim, eu tenho uma facilidade enorme pra gostar das pessoas erradas, e não olhar as certas com atenção, mas as certas vem com um preço, as vezes a distância, ou alguma coisa que realmente me incomode. É, o problema sou eu, como sempre, sem querer bancar a vítima, eu preciso de terapia urgente, porque assim não dá mais, eu tenho que ser mais confiante, lutar pelo que eu quero, e posso até dizer "contanto que não tenha um preço muito alto", mas tudo tem um preço. Tô chorando, me deixa em paz.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

marcas.

é como se cada segundo, cada minuto, ele não quisesse sair da minha cabeça, é como se fosse a minha sina, é como se eu não pudesse esquecer! é como se cada coisa que eu visse, ou cada coisa que viesse a me distrair, eu lembrasse algo que ele me falava, algo que ele me prometia, e eu sinto como se tivessem apertando meu coração bem devagar, e dói, dói muito, quase como doía toda vez que eu pensava nele, eu perdi ele, eu perdi por que eu quis perder e por que eu não quero mais achar, eu perdi uma parte de mim junto, o incrível é que, por mais que ele diga mil coisas de mim, ou pense, eu não me importo, é como se eu sempre fosse ter um carinho especial por ele, é como se ele sempre fosse uma parte de mim, alguém que me fazia bem, e mal também, alguém que me fez rir algumas vezes, e me fez chorar muitas, alguém que ao mesmo tempo que eu queria estar junto, eu queria deixar, e eu deixei...deixei viver a própria vida, seguir o próprio rumo, que deixei tentar ser feliz, por mais que ele diga que eu afugentei todos os seus medos e dei um sentido a sua vida, eu sei que ele vai encontrar outra pessoa que vai mudar tudo na vida dele, que vai fazer dele alguém melhor, que vai poder abraçá-lo quando ele estiver triste, que vai brigar com ele, e dar mil beijos quando fizerem as pazes, alguém que vai estar PERTO dele quando ele precisar, alguém que vai fazer ele contar a vida dele, e quando ele estiver contando, ele vai lembrar da 'nossa' história, de como a gente ainda acreditava no 'pra sempre' e como a juventude nos levou além da realidade, e nos fez fechar os olhos.
Eu abri os meus olhos, eu tento viver de novo, por mais que doa, e fique martelando, por mais que eu me pergunto todo santo dia, "por que eu comecei com algo que eu sabia que não ia dar certo?" é, vai ser sempre assim, até passar, e ser só uma marca, até passar e ser só uma coisa pra contar pros meus filhos, até ser só uma mera lembrança, até eu esquecer e começar tudo de novo.